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Drª Hak Ja Han é indicada ao Nobel por autoridade global em liberdade religiosa

  • 5 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de abr.


A Drª. Hak Ja Han, cofundadora da Federação das Mulheres para a Paz Mundial, foi oficialmente indicada ao Prêmio Nobel da Paz de 2026 na categoria de “Paz e Fraternidade entre as Nações”.

A indicação foi submetida em 30 de março pelo Dr. Jan Figel, ex-ministro da Eslováquia, ex-Comissário Europeu e uma das principais referências globais na promoção da liberdade religiosa.


Quem pode indicar ao Nobel da Paz?


Ao contrário do que muitos imaginam, a nomeação ao Prêmio Nobel da Paz não é aberta ao público. O Comitê Norueguês aceita indicações apenas de um grupo restrito de pessoas qualificadas, como:

  • Membros de parlamentos e governos de Estados soberanos

  • Juízes da Corte Internacional de Justiça

  • Professores universitários em áreas como direito, história, filosofia, teologia e ciências sociais

  • Diretores de institutos de pesquisa sobre paz e política internacional

  • Laureados anteriores do Nobel da Paz

  • Ex-membros do Comitê Nobel Norueguês

Embora existam dezenas de milhares de indivíduos aptos globalmente, a grande maioria da população mundial não possui essa autoridade.


Quem é o Dr. Jan Figel?


O responsável pela nomeação, Dr. Jan Figel, possui um histórico significativo na defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos.



Ele foi o primeiro Enviado Especial da União Europeia para a Promoção da Liberdade de Religião ou Crença fora da União Europeia, cargo estabelecido em 2016 pelo Parlamento Europeu. Durante sua atuação, contribuiu diretamente para a libertação de 25 pessoas perseguidas por sua fé em países como Paquistão, Sudão, Irã e Cuba.


Figel também teve papel relevante no caso de Asia Bibi, uma mulher cristã no Paquistão que enfrentava pena de morte por acusações de blasfêmia.


Atualmente, ele atua como presidente interino da FOREF Europe (Fórum para a Liberdade Religiosa na Europa) e co-presidente do IRF Roundtable em Washington, D.C.


Os motivos da nomeação


Em sua carta de recomendação, Figel destacou a dedicação de toda a vida da Drª. Hak Ja Han à promoção da paz mundial, do diálogo inter-religioso e da harmonia familiar — princípios que ela considera fundamentais para uma sociedade pacífica.


Desde o falecimento de seu esposo, Rev. Sun Myung Moon, ela tem expandido essa visão por meio de iniciativas globais, especialmente através da Universal Peace Federation (UPF) e da Women’s Federation for World Peace (WFWP), ambas com status consultivo geral junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).


Cerimônia do 3º Prêmio Sunhak da Paz (2019). Os laureados Akinwumi Adesina e Waris Dirie celebram a conquista ao lado da fundadora Hak Ja Han Moon e do Dr. Hong Il-sik, em Seul. O evento destacou a liderança na segurança alimentar e o ativismo pelos direitos humanos na África.
Cerimônia do 3º Prêmio Sunhak da Paz (2019). Os laureados Akinwumi Adesina e Waris Dirie celebram a conquista ao lado da fundadora Hak Ja Han Moon e do Dr. Hong Il-sik, em Seul. O evento destacou a liderança na segurança alimentar e o ativismo pelos direitos humanos na África.

Principais realizações destacadas


Entre os principais pontos mencionados na nomeação, destacam-se:

  • A nomeação de milhares de Embaixadores pela Paz ao redor do mundo, promovendo o diálogo inter-religioso

  • A liderança em iniciativas pela reunificação pacífica da Península Coreana, incluindo o Rally of Hope e cúpulas internacionais

  • A criação do Sunhak Peace Prize, que reconhece líderes globais que contribuem para a paz

  • A promoção da Iniciativa de Paz do Paralelo 38, que propõe um parque internacional de paz na zona desmilitarizada (DMZ)

  • O incentivo à paz por meio da cultura e das artes, com iniciativas como o grupo Little Angels


Uma nomeação baseada em credibilidade


Segundo Figel, sua decisão de indicar a Drª. Han baseia-se em décadas de trabalho consistente em áreas como cooperação humanitária, construção da paz na Península Coreana, promoção do diálogo inter-religioso e fortalecimento dos valores familiares.


Considerando o histórico do próprio Figel — marcado pela defesa ativa da liberdade de consciência e pelo enfrentamento de perseguições religiosas ao redor do mundo —, a nomeação ganha ainda mais peso.


Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma avaliação profissional, independente e fundamentada sobre a relevância global do trabalho desenvolvido pela Drª. Hak Ja Han ao longo de sua vida.

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